Igreja Orgânica

A Natureza ou Essência da Igreja
Quanto à natureza, as igrejas de hoje ou são institucionais ou não-institucionais (que chamaremos aqui de orgânicas).

A igreja institucional, como o próprio nome denota, é uma instituição. Descrevendo-a sinteticamente, podemos dizer que ela é uma pessoa jurídica, registrada nos órgãos estatais, composta por seus fundadores, e por outros associados, e tendo seu início marcado por meio de uma ata de fundação. Porque ela é uma instituição, possui obrigatoriamente um local fixo de reunião, ao qual chamam templo (ou inadequadamente de “igreja”). Possui um estatuto ou documento semelhante, que rege a instituição como sua lei. É bastante semelhante, em sua natureza (mas não no seu propósito), a uma organização não governamental sem fins econômicos. As pessoas entram efetivamente para a igreja institucional quando manifestam sua livre vontade e participam de seus rituais de iniciação, geralmente uma declaração pública de aceitação dos estatutos (doutrinas) da instituição e o batismo nas águas. Como ela é institucional, ela organiza um rol de membros. Além disso, possui funcionários e prestam serviços religiosos. Tem cargos, que são preenchidos por uma elite espiritual (clero), que detém certos privilégios, e o restante dos associados são tidos como cristãos comuns.

Já a igreja orgânica é mais como uma família. Entende-se a si mesma como um organismo vivo, espiritual. Não é fundada por homens, mas, como todo organismo vivo, nasce (de Deus). Não é uma pessoa jurídica. Não é uma organização (embora não seja desorganizada). A igreja orgânica é composta simplesmente de crentes que amam a Deus e resolvem caminhar juntos, compartilhando a vida, edificando-se e servindo-se mutuamente. Elas se reúnem principalmente nos lares dos seus membros. Nas igrejas orgânicas, não há estatuto; as regras são as da própria Bíblia. Não há um ritual de iniciação para que pessoas façam parte dela. Porém, para ser parte dessa família, a pessoa tem que ter nascido de novo (espiritualmente) e ter sido adotada por Deus como filho. Batismos são realizados quando um novo (ou antigo) convertido deseja se batizar. Não há um rol de membros. Nem é necessário, pois todos que são irmãos vivem juntos e se conhecem. Também como ocorre nas famílias saudáveis, as pessoas ajudam-se umas às outras nas igrejas orgânicas e não permitem que nenhum de seus membros passe necessidade.

Neste aspecto, como era a igreja do Novo Testamento (A igreja primitiva)? Era institucional ou orgânica?

Ela era registrada em algum órgão estatal (oficial)? Possuía alguma licença legal para funcionamento?

Não. Ela era muito mais como uma grande família, sem qualquer licença ou vínculo com o Estado. Na realidade, os apóstolos recomendavam que se respeitassem as autoridades mundanas e as suas leis (Rom. 13.1; Tito 3.1), naquilo que não entrassem em choque coma Palavra de Deus, mas, a igreja primitiva era um movimento não institucionalizado.

Alguém poderia aqui argumentar que naquela época não havia este tipo de registro cartorial, portanto, é inadequado comparar a igreja primitiva com a de hoje, neste aspecto.

Certamente não existiam cartórios para registro de associações ou organizações no primeiro século. Porém, será que não existiam corporações organizadas ou reconhecidas pelo império, com suas próprias regras e estatutos? Existiam sim. Essa é a opinião abalizada dos historiadores e dos eruditos do Novo Testamento. William L. Coleman, em seu livro “Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos” (p. 140), nos diz: “Nos dias de Jesus, a sociedade já era constituída de grupos rurais e urbanos.” E ainda:

“Uma sociedade urbana exigia muitos tipos de serviços, e indivíduos com todo tipo de habilidade profissional. Numa sociedade complexa, as necessidades básicas de um trabalhador eram muitas, e isso os levou a organizar corporações. Já no tempo em que Cristo viveu na terra, havia em vários lugares corporações de trabalhadores bem organizadas e bem conceituadas.”

Wayne A. Meeks, da Universidade Yale, também afirma que havia diversos tipos de corporações no primeiro século. Em seu livro “The First Urban Christians” (Os primeiros Cristãos Urbanos), ele descreve um quadro social do primeiro e do segundo séculos onde existiam diversas organizações institucionalizadas, associações formalizadas, não somente profissionais, mas também sociais.

“Bem no início, o Império Romano testemunhou um crescimento luxurioso de clubes, entidades e associações de toda sorte.” (MEEKS, Wayne. The First Urban Christians - Os primeiros Cristãos Urbanos. Londres: Yale Uinversity Press, 1983. P. 77)

Meeks afirma que nos tempos paulinos havia associações diversas, além das sinagogas judaicas e das escolas retóricas/filosóficas. Interessava ao império controlar todos os movimentos, portanto ele apoiava a formalização dessas organizações. Movimentos não institucionalizados eram muito mal vistos pelo Império Romano. Aliás, os estados modernos herdaram essa mesma atitude.

Essas citações nos mostram que, embora não existissem cartórios, existiam organizações formalizadas nos tempos da igreja primitiva. O escopo deste artigo não nos permite acrescentar outras citações, contudo, uma coisa fica certa: havia instituições no primeiro século. A igreja primitiva, portanto, era orgânica, não por falta de modelos institucionais em sua época. Ao contrário, ela era orgânica por opção, ou melhor, por natureza.

A igreja não começou com uma ata de fundação ou documento semelhante, elaborado por homens. Nasceu com um derramar do Espírito Santo nos fiéis, que estavam em oração, em uma casa (Atos 2.2). Não possuía funcionários. Sustentava os apóstolos (que eram plantadores de igrejas, missionários itinerantes), mas não empregava nenhum funcionário local. Era uma família de irmãos e irmãs, cujo pai era o Senhor Jesus.

“Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a se reunir no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos.” (Atos 2.42-47. NVI)

Não é esta acima a descrição de uma típica família?

Assim, a igreja do Novo Testamento, a igreja bíblica, era orgânica. O modelo bíblico era não-institucional. A igreja institucional não é um modelo bíblico. Ela pode ser uma boa organização, possuir uma boa estrutura, muitas outras qualidades, mas, quanto à sua natureza, este modelo não se encontra na Bíblia. Não é bíblico.

A história nos mostra que a igreja cristã começou a se tornar institucional a partir do Imperador Constantino (313 d.C.), o qual não oficializou o Cristianismo como religião de Roma (quem o fez foi Teodósio, o imperador seguinte, em cerca de 360 d.C.), mas, Constantino cessou a perseguição aos cristãos e os apoiou financeiramente, inclusive construindo os seus primeiros templos de tijolos. Aí começou a grande decadência da igreja. Os interesses de Constantino e Teodósio na igreja cristã não eram nada “cristãos”. Eram políticos, imperiais, movidos pela sede de poder e controle. Constantino só foi batizado em seu leito de morte, pois levava uma vida de luxuria e imoralidade. Os imperadores passaram a controlar os cargos de liderança das igrejas, o que levou na idade média a igreja a até conceder esses cargos mediante pagamento em dinheiro ou em troca de outras riquezas.

O modelo encontrado no Novo Testamento, o modelo bíblico de igreja, no tocante à natureza da igreja, é o modelo orgânico das igrejas nos lares.


5 mitos sobre a Igreja orgânica


Por Milt Rodriguez: 1
“Igreja orgânica” é um termo normalmente usado como sinônimo para “igreja nas casas”, “igreja simples” ou “igreja nos lares”. Mas isso não é correto. Há várias diferenças entre uma igreja orgânica autêntica e um grupo de pessoas que se reunem em uma sala de estar e se auto-denominam igreja.
O termo “igreja orgânica” foi criado por T. Austin-Sparks e se refere a uma igreja que vive e se reune de acordo com a realidade espiritual de que a Igreja (ekklesia) é um organismo espiritual e não uma organização institucional.
Alguns mitos sobre as igrejas orgânicas
• Nas igrejas orgânicas, nada é organizado e tudo é espontâneo. Incorreto. Assim como o corpo humano tem uma expressão específica e uma organização, do mesmo modo as igrejas orgânicas. Os membros planejam como e quando se encontrarão. Esta prática é totalmente consistente com a vida spiritual. O próprio Deus faz planos.
• Uma igreja orgânica não tem líderes. Incorreto. Liderança é algo que surge no Corpo de Cristo por meio de cada membro, em tempos diferentes. Pessoas diferentes lideram de acordo com seus dons e ministérios distintos. Na Igreja Orgânica, todos são sacerdotes, ministros e partes funcionais do Corpo, assim como ensina o Novo Testamento. A liderança é aberta, participatória e flexível.
• Igreja orgânica é o mesmo que pós-igrejismo. Incorreto. Igrejas orgânicas podem ser visitadas. Elas se reunem em lugares reais e regularmente. Não são igrejas fantasmas.
• Igrejas orgânicas sempre se reunem em casas. Incorreto. Ainda que as igrejas orgânicas não possuem “edifícios sagrados”, elas podem se reunir em qualquer lugar, seja uma casa, uma cafeteria, um chalé, em um parque ou em um edifício alugado.
• Igreja orgânica é um movimento unificado. Incorreto. Muitos cristãos usam a expressão “Igreja Orgânica” para descrever diferentes expressões da Igreja, até mesmo igrejas institucionais.
Essas referências que acompanham o substantivo próprio “igreja” (Simples, Orgânicas e nos Lares) não são encontrados na Bíblia. A igreja não tem “sobrenome” no Novo Testamento. A única referência que o Novo Testamento usa para a igreja é a cidade onde ela existe, ajunta-se e se relaciona com a sociedade: igreja em Corinto, em Felipos, em Antioquia, as sete igrejas nas sete cidades da Ásia etc. Esses “acompanhamentos” (nos lares, orgânica e simples), são apenas referências utilizadas atualmente para tentar descrever, em poucas palavras, como a igreja, sendo um organismo vivo, existe, relaciona-se com Deus, como os cristãos se relacionam uns com os outros, e como a vida da igreja se inicia e se expande.
Em outras palavras, é preciso ficar claro que:
a) não existe igreja nos lares! Existem irmãos que buscam viver Cristo a partir de suas famílias, de suas casas. Vivendo assim, a igreja testifica ser a família de Deus, não aceitando que o viver cristão ocorra em um templo por algumas horas e somente em um determinado dia da semana, enquanto que, dentro de casa, cada um vive seu viver egoísta e mundano. Ser igreja envove toda nossa vida e não momentos ou dias especiais, e começa na relação que cada um tem com o Deus Triúno, expandindo-se para a relação com seus familiares, alcançando parentes, vizinhos e amigos. Um viver baseado apenas em frequentar locais sagrados em dias especiais não é ser igreja, mas estar temporariamente “parecendo” igreja, por estar indo à igreja ou visitando à igreja.
b) Não existe igreja orgânica! A natureza da igreja é orgânica, porque ela é o Corpo vivo de Cristo e, como um organismo, todos os membros estão ligados ao cabeça e fazem parte uns dos outros. O mesmo sangue que circula na Cabeça é o sangue que circula nos dedos mínimos do pés. A igreja recebeu, ao nascer, um DNA, isto é, elementos divinos que produzem expontaneamente o viver da igreja na exata medida e expressão que a natureza e essência do doador desse “material genético”, isto é, a relação do Pai, Filho e Espírito. Assim como uma semente possui o DNA da árvore que a produziu, a igreja possui o DNA de Deus! A igreja é Santa, porque seu DNA é santo; a igreja é maravilhosa, porque seu DNA é maravilho; a igreja ama os miseráveis, porque seu DNA é o próprio amor que o Pai, o Filho e o Espírito derramam entre si; a igreja aprecia estar reunida, porque possui um DNA que reproduz o mesmo “magnetismo” sagrado e o apreço que o Filho tem em estar com o Pai, que o Pai tem em estar com o Filho; a igreja é una, porque seu DNA é inseparável e eternamente único. Em que pese cada cristão faça parte da igreja por ter nascido de novo, de acordo com o padrão do Novo Testamento, não se pode dizer que o ajuntamento de cristãos individuais e individualistas que não expressem esse DNA seja igreja no aspecto coletivo, o que, de maneira alguma, implica que esses mesmos cristãos não sejam parte do Corpo de Cristo. Eles são, de fato e de direito, mas podem estar perdendo a oportunidades de usufruir com mais intensidade da maravilhosa relação orgânica da vida da igreja tal qual projetada por Deus nas Escrituras.
c) Não existe igreja simples! A natureza da igreja, em que pese sua multiforme complexidade, é simples, porque Deus é simples. Olhe a natureza em sua volta: como as criaturas, plantas, árvores e flores são geneticamente tão complexas, mas, ao mesmo tempo, esse conjunto é tão simples e essa simplicidade traduz a beleza de uma harmonia que só pode ter sua origem na simplicidade de Deus. Essa mesma simplicidade está presente quando uma irmã ora por uma família, sem ninguém (humano) pedir; quando um casal visita outro casal e ali celebram juntos a vida em Cristo; quando irmãos visitam hospitais e presídios, simplesmente porque o Senhor lhes pediu para visitar; quando jovens se encontram para louvar a Deus sem nenhum “irmão mais velho” mandar; quando você, espontaneamente, prega o Evangelho para seus colegas de trabalho ou vizinhos; quando os irmãos se organizam para comprar uma cesta básica para um família em necessidades. Quando tudo isso ocorre de maneira simples, sem um programa semanal, sem uma ordem de um líder humano, sem uma escala de serviço pré-agendada, o mundo pode testificar a simplicidade da vida cristã. Hoje, muitas pessoas rejeitam o Evangelho porque vêem que a vida cristã é muito complexa para elas, possui muitos rituais, muitos manuais de comportamento e muitas atividades obrigatórias que elas não vão dar conta de seguir. O que as pessoas buscam hoje é um viver simples, relacionamentos simples e uma fé simples, que deveriam ser encontrados na simplicidade e singeleza do Cristo vivido na igreja. Nosso Senhor teve um viver tão simples nesta Terra; não tinha um lugar para dormir e não tinha muitos compromissos… Ele seguia apenas as orientações do Pai. Por fim, quando partiu desta Terra, deixou apenas alguns lençóis em um túmulo emprestado (Jo 20:5; Lc 24:12).
Concluindo: dizer que a vida da igreja ocorre nos lares e a partir dos lares, que ela é orgânica e simples é um eufemismo, isto é, soa como dizer que a Terra é redonda, que a noite é escura, que a água é líquida etc. Entretanto, a igreja atual se distanciou tanto do que vemos no Novo Testamento que, por mais absurdo que sejam, esses eufemismos são necessários e, misteriosamente, podem até chocar alguns, assim como . Há contudo o perigo de que esses eufemismos se tornem, em um futuro não tão distante, mais uma denominação.
Há alguns irmãos que, ao invés de utilizar a nomenclatura Simples-Orgânica-nos Lares, estão utilizando o termo REVOLUCIONÁRIO para designar os irmãos que estão se reunindo de forma orgânica. Particularmente, preferimos utilizar os termos “irmãos que se reúnem nos lares” ou “grupos que estão nos lares” ou ainda “irmãos livres”. 


Igreja Orgânica

Muitos têm dificuldades de entender o que é uma Igreja Orgânica por somente conhecer um modelo, ainda que o modelo de Igreja Orgânica seja bíblico e coerente.
Vejamos algumas características da Igreja Orgânica:
A forma
A forma de uma igreja orgânica expressa a própria vida da igreja — tal como a forma do corpo humano expressa a vida do homem. As igrejas orgânicas não surgem a partir de estatutos, cargos e/ou de clérigos. Surgem de relacionamentos entre pessoas que amam a Jesus Cristo.
A participação nas reuniões da igreja
As igrejas orgânicas permitem e encorajam todos os cristãos a funcionarem ativamente nas reuniões da igreja. Não apenas os “ministros” atuam privilegiadamente nos cultos. Todos os membros são sacerdotes ativos.
A idéia e visão de igreja
As pessoas nas igrejas orgânicas não associam “igreja” a um edifício-templo. Elas não vão à igreja – elas, juntas, são a igreja. Isto não é apenas uma teologia. Os membros experimentam isto de fato.
Os locais de reuniões
As reuniões ocorrem principalmente nos lares dos seus membros. Porém, onde estiverem dois ou três em nome de Jesus, ali é um local de reunião da igreja. Há também reuniões maiores com várias igrejas orgânicas juntas em outros locais maiores (sítios, auditórios etc.).
O que une a igreja
Os membros estão unidos unicamente em função de Cristo nas igrejas orgânicas. Não em função de um conjunto de tradições ou doutrinas.
O que sustenta a igreja
As igrejas orgânicas são sustentadas por relacionamentos construídos em Jesus Cristo. Não dependem de um prédio. Não há salário de clérigos. Os recursos financeiros são gastos com os pobres (principalmente os “entre vocês”) e na obra missionária.
O crescimento
Uma igreja orgânica cresce naturalmente por atrair pessoas. Não faz campanhas evangelísticas, embora seus membros evangelizem individualmente ou em pequenos grupos de dois ou três. Quando o número de pessoas se torna grande demais para caber num lar, elas simplesmente se dividem em duas. Esse tipo de crescimento é o mesmo observado em organismos vivos — suas células se multiplicam.
O foco principal
O foco de uma igreja orgânica está em possuir Jesus Cristo corporativamente, em uma comunidade face a face. Tudo mais surge a partir disto. Não está preocupada com a frequencia aos cultos, ou com os prédios da igreja, nem com orçamentos (elas não possuem os dois últimos).
O calendário anual
As igrejas orgânicas passam naturalmente pelas estações do ano. Não estão ligadas a calendários rituais.
Os dons espirituais
Nas igrejas orgânicas, os dons não são vistos como ofícios, mas sim como funções. Eles emergem naturalmente e organicamente, com o tempo. Eles crescem “do solo”, e as pessoas que recebem os dons de Deus não são intituladas, nem recebem mandatos.
O relacionamento entre os membros
Em uma igreja orgânica existe uma comunidade fortemente unida. Os membros são como uma família uns para os outros. Eles vivem uma vida compartilhada em Cristo. Eles se conhecem profundamente, compartilham refeições e não se veem apenas nos cultos da igreja.
A liderança
A liderança surge a partir do corpo. Plantadores de igreja equipam os santos no início da igreja, e presbíteros (quando surgem) supervisionam a igreja juntos.
A tomada de decisões
As decisões são tomadas por todos, em consenso. Não somente pelos ordenados ou por um conselho de ministros.
Os pastores ou presbíteros
O alvo é que exista mais de um pastor em cada igreja. A liderança é plural a partir de um grupo de presbíteros com no mínimo dois presbíteros. Os pastores, nas igrejas orgânicas, são aqueles membros que possuem dons de pastoreio e cuidam do rebanho. Não são ordenados, mas reconhecidos pelo seu amor, integridade, sabedoria e conhecimento bíblico.
A Igreja Institucional versus a Igreja Orgânica
Milhares de evangélicos e igrejas protestantes em todo o planeta dizem que “a Igreja é um organismo e não uma organização.” Infelizmente, para muitos esta expressão se tornou um mero chavão e muitas pessoas não têm a menor idéia do que isso quer realmente dizer na prática. Mas, afinal, como é uma comunidade que realmente vive e se expressa de forma orgânica? Neste artigo, Frank Viola fala a respeito de algumas diferenças entre uma igreja que opera de acordo com instintos e natureza orgânicos e uma igreja que opera como uma organização institucional (ou seja, uma igreja “organizada” ou “institucional”).
Antes de nos aprofundarmos nas diferenças entre uma Igreja orgânica e uma Igreja institucional, permita-me ressaltar que o termo “igreja orgânica” está na moda nos dias atuais. Tornou-se comum diferentes tipos de igrejas usarem o termo para se descreverem. O mesmo acontece com o termo “igreja missional”. Ambas as expressões são como barro, sendo moldadas pelos mais diversos autores de formas diferentes. As vezes, extremamente diferentes.
Dito isso, entendamos que a experiência do Corpo de Cristo é algo totalmente orgânico. Isso é, brota da vida, da vida de Deus, e não de métodos organizacionais humanos. Claramente, a Igreja que vemos no Novo Testamento era totalmente “orgânica”. Em outras palavras, nasceu e foi sustentada por meio de uma vida espiritual, ao invés de ser construída por estruturas humanas. Usarei uma ilustração: uma laranja criada em laboratório não seria orgânica. Mas se eu plantasse uma semente no solo e nascesse uma laranjeira, esta árvore seria orgânica.
Em suma, a diferença entre uma igreja organizada e uma igreja orgânica é tão grande quanto refrescar-se em frente a um ventilador e ir para fora em um dia fresco. É a mesma diferença entre a General Motors e uma horta.
Organização versus Organismo
Vejamos de forma mais específica as diferenças entre uma expressão orgânica de igreja e uma forma organizada (ou institucional) de igreja:
Na Igreja institucional, a forma precede a vida da igreja. A Igreja começa com clérigos, cargos, programas, rituais, etc. Já em uma expressão orgânica, a forma da Igreja deriva da vida Igreja, assim como a forma do corpo humano deriva da vida do ser humano.
A Igreja institucional se sustenta no ministério de um clérigo ou ministro profissional. Em uma expressão orgânica de Igreja, não há clérigos ou ministros.
Na Igreja institucional, o clero se empenha em entusiasmar os leigos. A Igreja orgânica não reconhece tal distinção de classes.
Na Igreja institucional, certas funções estão limitadas aos “ordenados”. A Igreja orgânica reconhece todos os membros como sacerdotes atuantes.
Na Igreja institucional, seus congregantes são mantidos passivos durante o culto de domingo. Na Igreja orgânica, todos os membros são encorajados a participar nas reuniões da Igreja.
Na Igreja institucional, os membros associam a Igreja a um prédio, uma denominação ou um culto (normalmente no domingo). Na Igreja orgânica, enfatiza-se que as pessoas não vão à Igreja. Elas (juntas) são a Igreja. Essa não é uma mera afirmação “teologicamente correta”. É a experiência de seus membros.
A Igreja institucional é unida em torno de um conjunto de costumes e doutrinas. A Igreja orgânica é unida em torno de Jesus Cristo. Não há nenhum outro critério para a comunhão.
A Igreja institucional é sustentada por programas. A Igreja orgânica se sustenta nas relações construídas em Jesus Cristo.
A Igreja institucional depende de finanças para sobreviver – seus gastos principais são com a manutenção de prédios e cargos assalariados. A Igreja orgânica não depende de edifícios. Não há clérigos assalariados. Os recursos financeiros são gastos com “os pobres entre vós” e em obras extra-locais.
Na Igreja institucional, a liderança é hierárquica. Na igreja orgânica, a liderança emana do Corpo. No início, apóstolos 1 equipam a Igreja e, posteriormente, presbíteros emergem para juntos supervisionarem a comunidade.
Na Igreja institucional, as decisões são feitas por clérigos ou por uma junta de representantes eleitos. Na Igreja orgânica, decisões são tomadas coletivamente, em consenso.
Na Igreja institucional, o pastor é o líder e ministro da Igreja. Na Igreja orgânica, há uma pluralidade de pastores. Eles são homens dotados para cuidar do rebanho.
Na Igreja institucional, há uma forte ênfase na frequência dos cultos de domingo, na manutenção do edifício e no aumento das finanças. Na Igreja orgânica, a ênfase é buscar o Senhor Jesus Cristo coletivamente, em comunhão “cara a cara”. Todas as outras coisas nascem a partir desta experiência.
A Igreja institucional faz essencialmente a mesma coisa semana após semana, mês após mês, ano após ano – está atada a um ritual. A Igreja orgânica passa por fases. Não está atada a um ritual.
Na Igreja institucional, dons são vistos como cargos. Pessoas são colocadas nestes cargos desde o princípio. Na Igreja orgânica, dons não são vistos como cargos, e sim como funções. Eles emergem natural e organicamente com o tempo. Eles brotam da terra, e normalmente não carregam títulos.
Na Igreja institucional, é típico que os membros não se conheçam muito bem, e se vejam apenas semanalmente nos cultos da igreja. A Igreja orgânica é sedimentada na comunhão. Os membros são como uma família uns para os outros. Eles vivem uma vida compartilhada em Cristo.
Extraído e adaptado do artigo “Organizational vs. Organic” (por Frank Viola) na Revista Neue, Novembro 2009. O artigo original pode ser lido na íntegra aqui.
Tradução: Pão & Vinho.
Fonte: http://www.igrejanoslares.com.br/index.php

As Práticas das Igrejas Orgânicas – Iniciando Uma Igreja Orgânica (No Brasil) – Parte 1

Por Marcio S. da Rocha.
Nos últimos três anos, temos estudado, escrito e compartilhado consideravelmente sobre a doutrina da igreja segundo o Novo Testamento (a Eclesiologia do Novo Testamento), principalmente neste Blog Igreja Orgânica. Muito do que nós temos publicado baseou-se em livros e websites disponibilizados por preciosos irmãos contemporâneos que têm sido iluminados e usados pelo Senhor para edificar o seu corpo na terra, trazendo maior entendimento sobre os eternos princípios do Novo Testamento acerca da igreja. Alguns desses abençoados livros e sites são indicados neste Blog.
Continuaremos a escrever sobre isto; porém, faremos um parêntesis neste tema para tratar agora sobre a prática das igrejas orgânicas, baseando-se em nossa experiência, embora ainda consultando o Novo Testamento e os trabalhos de irmãos que têm escrito sobre o assunto. Isto foi motivado pela vontade de contribuir com alguns irmãos no Brasil, os quais nos têm procurado para ajuda-los na implantação de novas igrejas orgânicas em suas cidades ou bairros, e que não possuem a experiência para lidar com questões práticas neste “novo mundo” que é uma igreja orgânica.
O fato é que a maioria dos irmãos que têm nos procurado para ajuda-los a iniciar uma congregação que vive igreja segundo os princípios do Novo Testamento nas cidades Brasil afora, tendo renovado seu entendimento acerca da eclesiologia, está saindo de uma igreja institucionalizada; portanto, só conhece as práticas dessas igrejas. Eu e alguns dos irmãos que se reúnem comigo também passamos por isso e sabemos o quanto sofremos (e temos sofrido) por não termos sido orientados no início sobre como contextualizar os princípios eclesiológicos neotestamentários e vivenciá-los em nossa geração, em nossa comunidade. Temos aprendido errando e consertando; estamos no caminho.
Alguns desses irmãos puderam vir a Fortaleza e estar conosco durante poucos dias. Outros nos têm contatado via e-mail, e por meio de comentários no Blog.
É preciso ressaltar que esta nova série de artigos não pretende dogmatizar sobre a ortopraxia das igrejas orgânicas. Embora todas as práticas tratadas na série tenham fundamento na Bíblia (especialmente no Novo Testamento), não se tratam de um “manual oficial”, ou sequer de uma tentativa disto. Que os irmãos as vejam como uma contribuição de um irmão que tem aprendido ao longo de cinco anos de vida em uma igreja organica, e que, por isso, já possui alguma experiência. São sugestões práticas que podem ser implementadas, dependendo da contextualização da cultura local e da identidade pessoal que cada grupo congregação desenvolve, na medida em que cresce qualitativa e quantitativamente na fé, na comunhão do amor e na graça de Deus.
Identidade Coletiva – O que somos? O que não somos?
Antes de começarmos a tratar sobre como iniciar uma comunidade orgânica (ou neotestamentária), é preciso definir claramente a visão sobre sua identidade. Antes de iniciar algo, temos que saber o que estamos inciando.
Primeiramente, é preciso compreender que as igrejas orgânicas não são uma nova denominação evangélica ou católica. Não há nenhuma organização por sobre, ou por trás das igrejas simples que têm se reunido nos lares ou em outros lugares. Não há controle humano sobre elas. Não há sequer ciência sobre o número de comunidades (células) que estão ativas em cada cidade, ou mesmo em cada bairro de uma cidade.
Embora esta expressão “igreja orgânica” esteja sendo usada por muitas dessas pequenas congregações não institucionalizadas, ela não significa uma marca registrada, nem a existência de estatutos ou regras escritas extra-Bíblia que regulamentem a doutrina e a prática individual ou em rede, das informais igrejas nos lares.
A palavra “orgânica” vem da Biologia e significa algo que nasce e funciona sem ser manipulado geneticamente pelo homem, ou que não recebeu produtos artificiais para se desenvolver ou para combater pragas. E também significa um organismo vivo. Esta simbologia aponta fortemente para a natureza das igrejas orgânicas: são pequenas comunidades (grupos) constituídas por pessoas de variadas idades e personalidades, que receberam a Cristo como Senhor e Salvador pessoal; que creram no seu nome e o expressam na terra, coletiva e individualmente. São congregações fortemente relacionais, que não se utilizam de técnicas da administração de empresas para iniciarem, nem para funcionarem, mas baseiam-se nos princípios do Novo Testamento. Elas não são fundadas. Elas nascem. São organismos vivos, e não organizações (no sentido de instituições). São famílias estendidas, famílias espirituais, que compartilham a vida (no contexto atual), e não somente as crenças da fé.
Além disso, não há uniformidade completa entre elas, em termos de prática e de doutrina, embora possuam algumas características, as quais identificam se uma igreja é ou não orgânica[1].
É importante que se diga que as igrejas orgânicas são comunidades que adotam a Bíblia como maior autoridade em termos de fé e prática cristã, portanto, são de interpretação doutrinária reformada, evangélica[2]. As igrejas orgânicas não estão a inventar (ou reinventar) as doutrinas centrais do Cristianismo Bíblico. Ao contrário, confirmam e repassam os ensinamentos sistematizados pelos grandes estudiosos da Teologia Bíblica que contribuíram para o entendimento da Palavra de Deus, as grandes conclusões consolidadas pela igreja em sua história de pouco mais de dois mil anos. As igrejas orgânicas diferem das igrejas institucionalizadas evangélicas apenas quanto à doutrina da igreja (eclesiologia) e às práticas eclesiais. Nas doutrinas centrais são ortodoxas; nas doutrinas periféricas são tolerantes e amorosas com as variadas posições; nas práticas são primitivistas, orgânicas (ou neotestamentárias).

As igrejas orgânicas tem surgido no Brasil e no mundo por um mover do Espírito Santo de Deus. O vento de Deus tem soprado livremente, e a quantidade de igrejas não institucionalizadas – nos lares – no Brasil, tem aumentado significativamente, principalmente nos últimos dois anos.
Alguns irmãos que tem iniciado e liderado igrejas orgânicas creem que toda a igreja do Senhor (todos os verdadeiros crentes em Cristo) irá um dia retornar às origens neotestamentárias da igreja (na época da grande tribulação); que todas as igrejas e denominações cristãs bíblicas que hoje são institucionalizadas um dia deixarão de existir como instituições, e se tornarão orgânicas, simples, nos lares. Alguns deles baseiam seu entendimento nas sete cartas às igrejas do livro Apocalipse, interpretando que cada igreja ali significa uma das fases da igreja na história, e que a igreja de Filadélfia representa a penúltima etapa da igreja antes de Cristo retornar ao mundo, e que esta corresponde às igrejas nos lares.
Pessoalmente, interpreto as sete cartas do Apocalipse como símbolos dos tipos ou modelos de igrejas que existiram e existirão até a volta física do Senhor, porém não necessariamente sucessivamente, ou seja, alguns daqueles tipos de igrejas, ou todos, existirão concomitantemente durante o período compreendido entre a primeira e a segunda vinda do Senhor. Assim, a igreja de Filadélfia parece estar simbolizando as igrejas orgânicas nos lares (observando principalmente o caráter relacional descrito na carta), mas esta não será a única forma de igreja a existir no período escatológico final da história da humanidade, pouco antes do retorno de Jesus. Em outras palavras, entendo que conviveremos com vários tipos de igrejas institucionalizadas ou não, até o Senhor Jesus retornar. Sabemos que na história da igreja, sempre existiram grupos cristãos aos quais podemos identificar com alguma das igrejas descritas nas cartas do Apocalipse, e também sabemos que sempre existiram grupos que se reuniram nos lares, e às vezes até clandestinamente, em locais longe da vista das autoridades eclesiásticas e políticas instituídas.
Na parte dois deste artigo, iniciaremos pelos princípios de nascimento de igrejas encontrados no Novo Testamento, e passaremos a tratar sobre como podemos contextualizar esses princípios e aplica-los na prática, em nossa geração.
Graça e paz do Rei Jesus.
[1] Ver o artigo “O que é uma igreja orgânica”, postado em janeiro de 2010, e “Características das Igrejas Orgânicas”, postado em fevereiro/2010.


[2] Um dos principais postulados da Reforma Religiosa do Século XVI foi que a Bíblia, e não uma instituição religiosa chamada de igreja, é que é a autoridade máxima, na qual se deve basear a definição de doutrinas e práticas cristãs – A Bíblia é a regra de fé e prática do cristão.


O que é uma igreja orgânica
Uma igreja orgânica ou neotestamentária é uma comunidade não institucionalizada de discípulos de Jesus que moram em um determinado bairro, microrregião ou cidade; pessoas que nasceram de novo pela fé em Jesus -- o Messias -- e que se reúnem frequentemente para edificarem-se mutuamente na fé, servir uns aos outros e aos necessitados, comerem juntos, ter comunhão e adorar a Deus coletivamente. Procuram vivenciar a igreja conforme os princípios e as práticas do Novo Testamento. O nome “orgânica” vem de organismo, corpo. A igreja é o corpo de Cristo, sua expressão visível na terra. A igreja de Jesus é constituída por pessoas, e não por uma instituição.
As igrejas orgânicas se reúnem principalmente em alguns lares dos seus membros, mas também se encontram e reúnem em diversos outros lugares e ambientes. Geralmente possuem 10 a 20 participantes (incluindo crianças). Quando crescem e não comportam mais em um lar típico (casa ou apartamento), elas se dividem (ou se multiplicam) em dois ou mais grupos. Algumas igrejas se reúnem periodicamente com outras igrejas da cidade, realizando reuniões maiores. Cada igreja local é independente e não há uma organização, denominação ou convenção que coordene as diversas igrejas nos lares.
Nas reuniões das igrejas neotestamentárias incentiva-se a participação de todos, com base principalmente em 1 Cor. 14.26. Não há liturgias fixas nas reuniões, mas geralmente adora-se a Deus com música, poesia ou orações, estuda-se a Bíblia, compartilham-se testemunhos e experiências e, nas Ceias, compartilha-se o alimento. Os dias e horários de reuniões de cada comunidade são decididos pelos seus membros. Não se cobram dízimos e às vezes são levantadas ofertas para os necessitados ou para eventos e projetos da própria comunidade.
As igrejas orgânicas creem que existe apenas um Deus, o qual é em si uma misteriosa Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo); que a Bíblia (66 livros) é a inspirada por Deus e a única autoridade em termos de fé e prática; que o homem foi criado à semelhança de Deus, mas pecou contra ele e se tornou essencialmente pecador e naturalmente rebelde contra Deus, desde o nascimento; que Jesus – o Cristo ou o Messias – é o eterno Filho de Deus que se tornou homem, viveu, morreu, ressuscitou e está à direita do Deus-Pai; que Jesus é o único salvador do ser humano; que a salvação é dada gratuitamente aos eleitos devido à graça de Deus e é recebida pela fé em Jesus; que a santificação é um processo que se deve cultivar por meio da comunhão, do estudo bíblico, da adoração, da oração e da prática de atos de bondade; que Jesus voltará um dia para ser o Rei de toda a terra e que neste dia os crentes em Cristo que já morreram ressuscitarão com corpos transformados e os que estiverem vivos terão seus corpos transformados, não mais pecarão e viverão eternamente na presença de Deus.
Os crentes das igrejas informais nos lares consideram os crentes que se congregam nas igrejas institucionalizadas como seus irmãos na fé, apesar de entenderem que a institucionalização da igreja não tem base no Novo Testamento e que a forma institucionalizada de viver igreja não é a melhor.
As igrejas nos lares/orgânicas batizam os novos convertidos e praticam a Ceia do Senhor regularmente. A Ceia do Senhor é uma refeição comunitária e, ao mesmo tempo, possui significado espiritual. Foi instituída por Jesus para ser praticada pelos que são nascidos espiritualmente (convertidos), para lembrar e celebrar o sacrifício salvador de Jesus, até que ele volte. As igrejas orgânicas não possuem rol formal de membros, pois não são institucionalizadas.
Os líderes e autoridades das igrejas nos lares são pais de família – homens maduros na fé e na idade (presbíteros) – que não são clérigos profissionais e que possuem o máximo possível de características dadas em 1 Tim. 3.2-5 e Tito 1.6-9 e 2.2. A liderança nas igrejas orgânicas é exercida pelo exemplo, amor e respeito. As igrejas nos lares não instituem cargos, mas reconhecem aqueles que possuem maturidade e conhecimento bíblico como líderes a serem respeitados e seguidos.
Hoje há igrejas nos lares em todo o mundo, até nos países onde não há liberdade religiosa.
Sobretudo, Jesus é o centro das reuniões e da vida das igrejas orgânicas.

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